sábado, 14 de abril de 2012


CONVOCATÓRIA:
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA


PAUTA: 

·    SITUAÇÃO DO CURSO JUNTO AO MEC
·    TEMA DA XII SEMANA DE HISTÓRIA DA UFAL
·    OUTROS

DIA 24, TERÇA FEIRA, AS 19 HORAS, NO AUDITÓRIO DO ICHCA.
CAHIS UFAL – CAMPUS MACEIÓ

quinta-feira, 8 de março de 2012

O DIA DA MULHER E A LUTA CONTRA O MACHISMO!

Não é necessário que façamos muitos esforços para percebermos o quanto o machismo encontra-se arraigado em nosso cotidiano, basta que olhemos para os lados: a mulher vivencia durante toda a sua vida violências morais, psicológicas e físicas por simplesmente estar na condição de mulher numa sociedade que não se cansa de subjugá-la.

A opressão da mulher não é uma especificidade da sociedade a qual pertencemos, mas uma construção histórica que se arrasta desde o surgimento da propriedade privada nas sociedades humanas. Embora o capitalismo alimente a opressão, não é dele que ela se origina.

Com o desenvolvimento da agricultura ainda nas primeiras sociedades humanas, a produção social passou a acumular excedente. É nesse ponto em que a propriedade privada surge, com a apropriação do excedente pelos homens que detinham a técnica  agrícola. Surge então a necessidade de guardar e perpetuar essa propriedade para as gerações vindouras, através de algum mecanismo que possibilitasse o direito de algo que hoje denominamos de herança. Isso era impossível nos marcos do direito materno, já que as famílias eram formadas por grupos, clãs ou gens, onde só era possível reconhecer biologicamente a mãe, já que homens e mulheres relacionavam-se entre grupos e não entre indivíduos. O matriarcado é então, destruído e com sua dissolvição, a mulher passa a ocupar um lugar abaixo do homem nas posições sociais.

A família monogâmica patriarcal advém com a necessidade de perpetuar a exploração, pilar das sociedades baseadas na propriedade privada. Para sustentá-la ideologicamente e materialmente, os setores dominantes de cada sociedade se utilizam de opressões para “justificá-la”. A mulher nem sempre foi oprimida. Sua opressão é um produto histórico, fruto de determinadas demandas econômicas, políticas e sociais.

A emancipação da mulher é uma tarefa histórica. Por que não foi ainda alcançada, mesmo diante de milênios de desenvolvimento histórico? Entendemos que a resposta reside na origem da opressão da mulher. Se a mulher começou a ser oprimida a partir do advento da propriedade, como poderia a mulher emancipar-se nos marcos desta? Para nós, a emancipação da mulher é indissociável da emancipação humana. Se a condição de existência da propriedade privada é a exploração, como é possível pensar em emancipação com a vigência da exploração e, por conseguinte, da propriedade privada?

Isso não quer dizer que não lutemos por pautas democráticas que venham a melhorar em alguns aspectos as vidas das mulheres. O direito sobre seu próprio corpo, o combate diário ao machismo, a equidade de direitos são bandeiras necessárias à luta feminista cotidiana. Devemos ter no horizonte uma sociedade emancipada, mas sem esquecer de lutar para assegurar direitos civis, liberdades e elementos democráticos para as mulheres que podemos conseguir por dentro do capitalismo.

Trazendo a questão para a situação político-econômica atual brasileira, podemos verificar que essa batalha não tem ganhando a devida importância, mesmo que tenhamos elegido uma mulher para exercer o mais alto posto político do país: a presidência. Dilma até aqui não nos provou de que está disposta a lutar pelas mulheres.

O governo Dilma tem apresentado claras deficiências no trato da questão da mulher. As metas do projeto de creches públicas do governo federal são insuficientes e sequer estão perto de serem atingidas. O projeto Rede Cegonha, de suporte as gestantes, além de ser apresentar problemas em seu funcionamento, limita a saúde da mulher ao momento da gestação. Os projetos de saúde integral da mulher na rede pública de saúde continuam engavetados. Os debates sobre a descriminalização do aborto além de não avançar, retrocederam.

Não bastasse a impotência das políticas específicas para as mulheres do governo Dilma, ainda presenciamos os cortes de bilhões no orçamento da receita social a cada ano, o que afeta diretamente as mulheres trabalhadoras, que precisam dos serviços públicos. Para que possamos conseguir vitórias para as mulheres trabalhadoras é necessário que, diante desse governo, assumamos uma postura de enfrentamento. É no cotidiano das lutas que construiremos o combate ao machismo, aliado ao horizonte de uma nova sociedade, onde homens e mulheres possam ser seres humanos  emancipados. Horizonte esse que o tempo nos mostra que é impossível ser visado pelas lentes de um governo que corresponde aos interesses das classes dominantes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PROGRAMAÇÃO DA CALOURADA 2012.1

É com muito prazer que o centro acadêmico de História, gestão " Amar e mudar as coisas me interessa mais" vem convidar a todos os novos estudantes e demais para participar da nossa calourada. Nesse momento que iremos nos confraternizar e trazer os primeiros debates e contribuições para os novos companheiros do curso.


CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA!!!

domingo, 22 de janeiro de 2012

NOTA DE REPÚDIO AOS FATOS OCORRIDOS NO PINHEIRINHO

 

     
   
Nós, do centro acadêmico de História da UFAL, gestão “Amar e mudar as coisas me interessa mais” repudiamos veementemente o fato ocorrido nessa manhã de domingo, 22 de janeiro de 2012, quando os moradores do Pinheirinho foram surpreendidos com uma ação gigantesca, e, truculenta da PM de SP. Com mais de dois mil policias, helicópteros, carros e um forte armamento, eles começaram a reintegração de posse da área, desrespeitado a ação judicial federal. Os moradores foram brutalmente atacados, muita gente foi ferida, dezenas de moradores foram presos e informações ainda não oficiais afirmam que houve mortes no confronto.
      Se analisarmos a constituição brasileira de 1988 em relação a terras improdutivas, fica claro que os moradores do pinheirinho têm um direito legal e respaldado juridicamente, em continuar morando em suas respectivas casas. Porém, não é isso que os porta-vozes dos Estado pensam. E é por isso que o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, o prefeito de São José dos campos Eduardo Cury (ambos do PSDB), a juíza Márcia Loureiro e a policia militar de SP são responsáveis por uma ação irresponsável e repressora, que feriu a população, matando pessoas e servindo ao “dono do terreno” Naji Nahas, que chegou a afirmar que “o terreno está valorizado e não é lugar para pobre morar”.

     Essa ação mostra mais uma vez o caráter do governo do PSDB, da polícia e do sistema capitalista, que é governar para os ricos e reprimir os pobres quando esses são empecilhos na obtenção e manutenção dos seus lucros. Nós, do centro acadêmico de História, gestão “Amar e mudar as coisas me interessa mais”, torcemos e estamos solidarizados aos companheiros do Pinheirinho, para que a população resista e se mantenha de pé contra esses ataques irresponsáveis da burguesia e das forças repressivas do Estado democrático de direito em que vivemos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

PINHEIRINHO RESISTE, MAS A LUTA CONTINUA...


“A história de todas as sociedades até agora tem sido a história da luta de classes”
Karl Marx, manifesto do partido comunista.



    O CAHIS-UFAL gestão “Amar e mudar as coisas me interessa mais” repudia a ação conjunta do prefeito Eduardo Cury (PSDB), da juíza Márcia Loureiro e da policia militar, que a todo custo tentam a reintegração de posse da comunidade do Pinheirinho. Se for concretizada a desocupação, milhares de trabalhadores se encontrarão sem moradia, o que constitucionalmente é direito de todos brasileiros.

    O Pinheirinho está construindo sua História desde, 27 de fevereiro de 2004, quando os moradores chegaram e ocuparam a área localizada em São José dos Campos (SP). Com cerca de 1.500 famílias e aproximadamente 7.000 moradores, dentre muitos trabalhadores e trabalhadoras, gente humilde e honesta que não possuem outro lugar para morar, se veem desde fim do ano passado ameaçados de perder o pouco que tem, e ainda por cima correndo riscos perante os ataques que a PM de São Paulo possa cometer na desocupação.

    É importante ter a clareza que esses fatos ocorrem porque a prefeitura de São Paulo, ainda não regularizou a comunidade, com interesses na área ocupada pelos moradores. No período da ocupação o terreno da falida empresa Selecta, do grupo Naji Nahas era desvalorizado e abandonado, hoje o local é um dos mais cobiçados pelo ramo imobiliário, localizada na zona sul, com o crescimento de 20% nas construções comparando com o ano de 2010, sendo responsável pelo lançamento de 51 dos 143 imóveis da cidade.

    A criminalização da comunidade se dá com ações da PM e das ferramentas do Estado, como uma revista na comunidade à procura de drogas, armas e traficantes e também a alegação dos moradores terem queimado um ônibus em forma de protesto. É lógica, que esse tipo de ação só reflete a quem serve a PM e também a impressa que notifica esses casos, mas não mostra a realidade da comunidade e tudo que foi construído lá, transformando o que antes era um terreno abandonado em um local para moradia de milhares de pessoas desabrigadas, que coletivamente construíram uma comunidade, o Pinheirinho.

    Na manhã de hoje, 17 de janeiro de 2012, os companheiros da comunidade puderam respirar um pouco mais aliviados, a reintegração foi suspensa momentaneamente e pelo menos nos próximos dias a tensão que pairava no ar no Pinheiro pode se acalmar um pouco. Porém não devemos nos iludir nem ter confiança nenhuma nessa ação, enquanto houver a possibilidade e interesse de geração de lucros com o terreno, o prefeito Eduardo Cury, juntamente com todos seus aliados não deixaram sossegados os moradores do Pinheiro e devemos estar preparados para futuros embates.

    É com muita felicidade que hoje o CAHIS-UFAL gestão “Amar e mudar as coisas me interessa mais” faz coro com os companheiros e também grita com vocês: “O Pinheirinho é nosso! O Pinheirinho é nosso!”

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Eleições CAHIS UFAL 2011-2012

Nos dias 29 e 30 de novembro de 2011 estarão ocorrendo as eleições para a nova coordenação do CAHIS UFAL, que responderá pelo CA de História no próximo ano.
As inscrições de chapa podem ser feitas até o dia 18 de novembro no horário da tarde e noite, na sala do CAHIS com Isa ou Jônatas. Todo e qualquer aluno regularmente matriculado no curso pode se candidatar por meio de uma chapa com no minimo 12 pessoas, de aordo com o estatuto do CAHIS.
a atual gestão - "ter consciência para ter coragem" deseja boa sorte aos alunos que irão participar através das chapas e também por meio do voto neste processo eleitoral.

Atenciosamente, CAHIS UFAL. 
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA


Maceió, outubro de 2011

NOTA PÚBLICA:


Aluno de História da UFAL marcado para morrer:

É com profunda indignação, tristeza e certeza da necessidade de transformação radical da sociedade, que vimos tornar público mais um exemplo do papel que cumpre o Estado democrático de direito e sua devida roupagem coronelista que se mostra em estados como o de Alagoas.
Infelizmente, o caso em questão envolve um estudante do curso de História da UFAL e, portanto, membro do CAHIS. Wilson de Magalhães é aluno de licenciatura em história, já cursou direito e há nove anos é policial civil. Além de ter participado do movimento estudantil na época em que fazia o curso de direito e atualmente, apoiar as lutas travadas pelo ME de História, ele também atua nas reivindicações sindicais de sua categoria enquanto policial civil.
Wilson está sendo ameaçado após denunciar um esquema de torturas, falsificação de provas e prisões ilegais contra inocentes dentro da casa de custódia I de Maceió, exclusiva para detenção de policiais civis. Tais denúncias envolvem grandes nomes da cúpula da segurança pública de Alagoas, poder judiciário e a própria polícia civil, conforme detalhes em documentos anexados.
            Este caso não é uma exceção a regra em Alagoas. Aqui, esta é a regra. Inúmeros casos de crimes e assassinatos de mando, em sua maioria executados para silenciar aqueles que não entram no jogo de corrupção disseminado pelos tentáculos da máquina estatal. Em nosso estado, nem a maquiagem de neutralidade que a ideologia dominante costuma pintar os poderes públicos é colocada em prática. Toda a podridão das contradições sociais do capitalismo são externadas numa violência típica dos tempos da época coronelista.
Se no Brasil, 10% da população mais rica detêm 75,4% de todas as riquezas (dados do IPEA), em Alagoas esta realidade se apresenta de forma mais aguda: além da riqueza produzida, as três principais empresas de comunicação e a maioria dos cargos públicos do judiciário, executivo e legislativo são propriedades restritas a 12 (doze) famílias.
Para a manutenção desta “ordem”, toda a máquina do estado se fez e se faz necessária; quer sejam através das medidas mais gerais execradas pelo judiciário, legislativo e/ou executivo; quer sejam pelas medidas mais imediatas, como a execução e extermínio daqueles que “falam demais”, sobre coisas que “não se pode falar”. Aqueles que se colocaram – de uma forma ou de outra – contra este status quo alagoano ou morreram e viraram “estatísticas”, ou tiveram que fugir do estado.
Esta nota se faz necessária no sentido de estarmos divulgando o que está acontecendo neste exato momento de sua publicação, pois – conforme não poderia ser diferente – a mídia não toca no assunto. Ou seja, para a massa dos Alagoanos e sociedade brasileira em geral nada esta acontecendo, afinal, a ditadura militar -- afirmam cotidianamente os “grandes” jornais – acabou há duas décadas e hoje o país é um exemplo para o resto do mundo.
Dentro dos nossos limites, nos colocamos em solidariedade ao nosso companheiro Wilson e sua família e iremos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para que o caso não se torne mais um em Alagoas, a exemplo do professor de História Paulo Bandeira que, após denunciar desvios de verba na prefeitura de Satuba teve seu corpo amarrado e ateado fogo até a morte.
Sabemos dos riscos que estamos assumindo ao publicarmos este caso, mas enquanto estudantes de História seria uma contradição vergonhosa e covarde ficarmos calados diante desta brutal contradição da sociedade de classes em Alagoas.