segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Moção de repúdio à EBSERH e à privatização da Educação e da Saúde Pública

Estamos vivendo um momento de forte greve na Educação e na Saúde. Além do projeto de expansão e precarização do ensino público superior implementado pelo governo Lula/PT, vemos a privatização da saúde e da educação pública através da transferência da gestão dos hospitais universitários para o controle da empresa brasileira de serviços hospitalares (EBSERH). Essa medida se soma a outras formas de privatizar a educação por dentro, como os cursos de pós-graduação serem pagos e os cartões universitários que são parceria da universidade com bancos como o Santander. Vemos através dessas medidas implicações várias, como a perda da autonomia do conhecimento produzido na universidade que passa a servir ao interesse do mercado e da empresa que está pagando. No caso da EBSERH, os funcionários dos hospitais universitários passam a ser contratados CLT, ou seja, sofrem perda dos direitos trabalhistas, podendo ser demitidos a qualquer hora, além da não priorização dos pacientes ligados ao SUS, mas daqueles que podem pagar pelo serviço e os planos de saúde. 
Nós, da FEMEH, repudiamos a EBSERH e qualquer forma de privatização da saúde e da educação públicas. Por 6% do PIB para a saúde pública já!



FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE HISTÓRIA
MOÇÃO APROVADA NO ENCONTRO NACIONAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA - JULHO 2012 - UNIFESP GUARULHOS

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

INFORMES DO COMANDO LOCAL DE GREVE - ADUFAL ASSEMBLEIA GERAL PERMANENTE





Data: 31 de julho de 2012
Horário: 10h30m 
Local: Auditório do CSAU - UFAL
N° de Participantes: 99 Docentes

PAUTA:

1-      Informes Nacional e Locais
2-      Análise e avaliação da última proposta do governo do dia 24 de julho de 2012
3-      Escolha do delegado para o CNG-ANDES-SN em substituição ao Prof. Arthur Falcão.

ENCAMINHAMENTOS
A assembléia da categoria rejeitou por unanimidade a proposta do governo com os seguintes encaminhamentos ao CNG-ANDES

1.      Manutenção da Greve
2.      Recusa da formação de mais um GT de carreira
3.      O governo retirar-se como o sujeito que irá estabelecer regras para a avaliação da progressão funcional respeitando as atuais diretrizes de avaliação do servidor garantindo a autonomia das universidades no processo de avaliação de desempenho quanto á progressão de níveis e a promoção às classes considerando os seguintes elementos: experiência acadêmica, a formação continuada e a avaliação do trabalho docente no contexto da avaliação institucional;
4.      Que o governo não postergue, apresentando imediatamente uma proposta para que o movimento grevista avalie os critérios quanto:
·         a fixação do professor em locais de difícil lotação;
·         a concessão do auxílio transporte.

5.      Apresentar à categoria o planejamento de ações quanto à pauta do ANDES sobre condições de trabalho. 
6.      Estabelecer a data-base para os nossos salários levando em consideração a proposta do ANDES;
7.      Apresentar uma tabela com definição de stpes entre níveis;
8.      Retirada das barreiras de reenquadramento para os professores associados que são doutores com prazo inferior a 17 anos;
9.      Que o CNG-ANDES marque uma coletiva com toda a imprensa para apresentar os motivos de negação à proposta do governo;
10.  Que o CNG-ANDES encaminhe um comunicado em rede nacional em uma das emissoras de grande repercussão nacional enfatizando os pontos que o governo não explicita em sua proposta;
11.  Que o CNG-ANDES faça uma nota pública reafirmando que o PROIFES não fala em nome do movimento grevista;
12.  Que o CNG-ANDES discuta com as demais centrais sindicais a possibilidade de greve geral.
13.  Que o CNG ANDES afirme a necessidade da interferência e da participação mais incisiva do MEC na mesa de negociação, tendo em vista que a nossa discussão não é apenas econômica;
14.  Tendo em vista a pauta local da UFAL e um dos itens é ser contra a privatização do HU, que o CNG-ANDES-SN encaminhe ao ANDES entrar, IMEDIATAMENTE, com uma ação de inconstitucionalidade da Lei 12.550/2011 - lei da EBSERH;
15.  Que o CNG-ANDES encaminhe ao ANDES mover uma ação civil pública contra a terceirização do setor do MEC que coordena os HUs no Brasil
16.  Encaminhar o Prof. Tiago Cruz como delegado dos docentes da ADUFAL no CNG-ANDES-SN em substituição ao Prof. Arthur Falcão.
17.  Para a próxima assembléia deverá ser discutido como primeiro ponto de pauta O FUNDO DE GREVE. Ainda deverá ser discutida uma possível proposta salarial para a categoria e ser encaminhada ao CNG-ANDES-SN avaliar para a mesa de negociação.
18.  Próxima Assembléia Permanente de Greve – CLG-ADUFAL está agendada para a próxima quarta-feira – 08 de agosto de 2012. (verificar sempre as chamadas da ADUFAL para ver se não houve alteração do dia).


fonte: http://professoresemlutaufal.blogspot.com.br/2012/08/encaminhamentos-ao-cng-andes-assembleia.html

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Moção de apoio aos estudantes da UNIFESP


EM TEMPOS DE DEMOCRACIA, O QUE TEMOS DE PRATO PRINCIPAL É A REPRESSÃO


Diante à atual situação da educação que o país se encontra, cerca de 50 universidades estão em greve neste momento, reivindicando reajustes salariais dos docentes e melhorias nas universidades como um todo, para que todas tenham o suporte mínimo para funcionamento. Dentre elas, a situação na UNIFESP-Guarulhos tomou um rumo maior, chegando ao embate com a reitoria. As mobilizações no campus vêm acontecendo desde antes do início oficial da greve, com a ocupação da universidade pelos estudantes.
Ontem (14) pela noite, a polícia de São Paulo cercou a universidade e agrediu estudantes que participavam do movimento de ocupação. Alguns companheiros (inclusive de Alagoas, que estão na UNIFESP) receberam ataques físicos, como balas de borracha, gás lacrimogênio, etc; outros foram torturados dentro da própria universidade e posteriormente, presos como se tivessem cometidos um crime. Os machucados foram hospitalizados e os demais ainda continuam detidos na Delegacia Federal da Lapa, onde foram enquadrados por depredação ao patrimônio e formação de quadrilha.
Lutar por uma educação pública, gratuita e de qualidade, agora é formação de quadrilha? Ou será que estamos voltando aos tempos de ditadura? Criminalizar e reprimir o movimento estudantil é só mais uma arma do governo para mascarar seus ataques na educação e desviar o foco real das pautas tocadas pelos estudantes, que há muito vem sendo exigida, mas o governo do PT, que sempre se disse de luta, tem sempre fechado os espaços.
Em tempos de democracia, o prato principal para nossas lutas é a repressão. É com esse tipo de atitude, que o governo tenta nos retirar de nossas lutas diárias, que reprime estudantes e professores e que declara guerra às nossas pautas. O Centro Acadêmico de História da UFAL (campus A. C. Simões) repudia todas essas ações e compartilha da luta com todos os companheiros que neste momento estão em greve, ocupações e mobilizações em todo país por uma educação pública, gratuita e de qualidade.
 


CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA DA UFAL
(campus A. C. Simões)
Gestão “Amar e mudar as coisas me interessa mais”
Maceió, 15 de junho de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nota pública à Pró-Reitoria estudantil e comunidade acadêmica em geral


CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA DA UFAL – CAMPUS MACEIÓ

NOTA PÚBLICA:

Maceió, 29 de maio de 2012



À Pró-Reitoria estudantil e comunidade acadêmica em geral,


O Centro Acadêmico de História da UFAL - Campus Maceió, após reunião ordinária ocorrida nesta segunda feira, dia 28 de maio, decidiu por unanimidade tornar pública a nossa exigência direcionada aos órgãos competentes desta Universidade, no tocante à reabertura imediata do Restaurante Universitário durante o período de greve dos docentes.

Nossa premissa para tal postura vem no sentido de sermos a entidade representativa do Curso que concentra boa parte dos bolsistas que prestam serviços nos mais variados órgãos e setores administrativos da UFAL. Temos estudantes de História locados nestas funções, na Biblioteca Central, prédio da Reitoria, Arquivo Central, Prefeitura Universitária, FAU, ICHCA, FAMED, CSAU, COS, ICBS, CTEC e ICS.
Estes estudantes tem que vir quase todos os dias ao Campus - independente de estarmos em aula - pois a presença de cada um deles é critério para o recebimento das suas respectivas bolsas.

Considerando o valor irrisório dessas bolsas ditas de “permanência” (360 reais por mês); assim como o fato de que grande parte dos comensais do RU são os próprios bolsistas; o fato dos funcionários do RU virem todos os dias trabalhar; o alto preço cobrado pelas lanchonetes da UFAL; o fluxo dos estudantes membros de CA’s e DA’s em atividades neste período, além da incerteza do período de duração da greve, EXIGIMOS DA PRÓ-REITORIA ESTUDANTIL A REABERTURA IMEDIATA DORU!

Sabemos que o número de usuários do RU está bastante reduzido neste momento de greve dos professores e para isso, sugerimos a redução do número de refeições servidas até o fim da greve. O que não dá, é deixarmos o orçamento dos bolsistas comprometido quase que exclusivamente com a alimentação, ao mesmo tempo em que o RU pode estar funcionando, com a devida redução da sua capacidade.

CAHIS UFAL, Gestão "Amar e mudar as coisas me interessa mais"

sábado, 14 de abril de 2012


CONVOCATÓRIA:
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES DE HISTÓRIA


PAUTA: 

·    SITUAÇÃO DO CURSO JUNTO AO MEC
·    TEMA DA XII SEMANA DE HISTÓRIA DA UFAL
·    OUTROS

DIA 24, TERÇA FEIRA, AS 19 HORAS, NO AUDITÓRIO DO ICHCA.
CAHIS UFAL – CAMPUS MACEIÓ

quinta-feira, 8 de março de 2012

O DIA DA MULHER E A LUTA CONTRA O MACHISMO!

Não é necessário que façamos muitos esforços para percebermos o quanto o machismo encontra-se arraigado em nosso cotidiano, basta que olhemos para os lados: a mulher vivencia durante toda a sua vida violências morais, psicológicas e físicas por simplesmente estar na condição de mulher numa sociedade que não se cansa de subjugá-la.

A opressão da mulher não é uma especificidade da sociedade a qual pertencemos, mas uma construção histórica que se arrasta desde o surgimento da propriedade privada nas sociedades humanas. Embora o capitalismo alimente a opressão, não é dele que ela se origina.

Com o desenvolvimento da agricultura ainda nas primeiras sociedades humanas, a produção social passou a acumular excedente. É nesse ponto em que a propriedade privada surge, com a apropriação do excedente pelos homens que detinham a técnica  agrícola. Surge então a necessidade de guardar e perpetuar essa propriedade para as gerações vindouras, através de algum mecanismo que possibilitasse o direito de algo que hoje denominamos de herança. Isso era impossível nos marcos do direito materno, já que as famílias eram formadas por grupos, clãs ou gens, onde só era possível reconhecer biologicamente a mãe, já que homens e mulheres relacionavam-se entre grupos e não entre indivíduos. O matriarcado é então, destruído e com sua dissolvição, a mulher passa a ocupar um lugar abaixo do homem nas posições sociais.

A família monogâmica patriarcal advém com a necessidade de perpetuar a exploração, pilar das sociedades baseadas na propriedade privada. Para sustentá-la ideologicamente e materialmente, os setores dominantes de cada sociedade se utilizam de opressões para “justificá-la”. A mulher nem sempre foi oprimida. Sua opressão é um produto histórico, fruto de determinadas demandas econômicas, políticas e sociais.

A emancipação da mulher é uma tarefa histórica. Por que não foi ainda alcançada, mesmo diante de milênios de desenvolvimento histórico? Entendemos que a resposta reside na origem da opressão da mulher. Se a mulher começou a ser oprimida a partir do advento da propriedade, como poderia a mulher emancipar-se nos marcos desta? Para nós, a emancipação da mulher é indissociável da emancipação humana. Se a condição de existência da propriedade privada é a exploração, como é possível pensar em emancipação com a vigência da exploração e, por conseguinte, da propriedade privada?

Isso não quer dizer que não lutemos por pautas democráticas que venham a melhorar em alguns aspectos as vidas das mulheres. O direito sobre seu próprio corpo, o combate diário ao machismo, a equidade de direitos são bandeiras necessárias à luta feminista cotidiana. Devemos ter no horizonte uma sociedade emancipada, mas sem esquecer de lutar para assegurar direitos civis, liberdades e elementos democráticos para as mulheres que podemos conseguir por dentro do capitalismo.

Trazendo a questão para a situação político-econômica atual brasileira, podemos verificar que essa batalha não tem ganhando a devida importância, mesmo que tenhamos elegido uma mulher para exercer o mais alto posto político do país: a presidência. Dilma até aqui não nos provou de que está disposta a lutar pelas mulheres.

O governo Dilma tem apresentado claras deficiências no trato da questão da mulher. As metas do projeto de creches públicas do governo federal são insuficientes e sequer estão perto de serem atingidas. O projeto Rede Cegonha, de suporte as gestantes, além de ser apresentar problemas em seu funcionamento, limita a saúde da mulher ao momento da gestação. Os projetos de saúde integral da mulher na rede pública de saúde continuam engavetados. Os debates sobre a descriminalização do aborto além de não avançar, retrocederam.

Não bastasse a impotência das políticas específicas para as mulheres do governo Dilma, ainda presenciamos os cortes de bilhões no orçamento da receita social a cada ano, o que afeta diretamente as mulheres trabalhadoras, que precisam dos serviços públicos. Para que possamos conseguir vitórias para as mulheres trabalhadoras é necessário que, diante desse governo, assumamos uma postura de enfrentamento. É no cotidiano das lutas que construiremos o combate ao machismo, aliado ao horizonte de uma nova sociedade, onde homens e mulheres possam ser seres humanos  emancipados. Horizonte esse que o tempo nos mostra que é impossível ser visado pelas lentes de um governo que corresponde aos interesses das classes dominantes.